Formou-se em engenharia? E agora? - Blog Srº Engenheiro

Formou-se em engenharia? E agora?

Professor da UNICAMP faz uma análise para os recém formados.
Foto: conube.com.br
Há sete anos formavam-se no Brasil por volta de 40 mil novos engenheiros, de todas as áreas de atuação (civil, mecânica, elétrica, entre outras mais de 30 opções). Em 2015 esse número aumentou 100%, sim, formaram-se cerca de 80 mil novos engenheiros, é o que diz a Fundação de Amparo a Pesquisa Do Estado de São Paulo (FAPESP).
Pode até parecer muito, mas o nosso país está atrás de países como a Índia e a China, que formam 220 mil e 650 mil novos engenheiros por ano respectivamente.
Mesmo com o Brasil passando por uma leve crise, com grandes empresas demitindo e gigantes do ramo sendo investigadas, os engenheiros podem se aventurar em outros mercados, como o financeiro (bancos e bolsas), ONGs, gestão pública, startup. Isso porque os engenheiros são "treinados" para buscar a melhor solução para problemas diários, têm capacidade analítica e raciocínio lógico.
Professor Carlos Marmorato (foto: site Unicamp)
"A Engenharia é basicamente a arte de engenhar, ou seja, pensar e desenvolver soluções baseadas em conhecimento pré-existentes ou desenvolver novas tecnologias", diz Carlos Marmorato, professor e coordenador do curso de engenharia civil da Unicamp, uma das melhores do país.
"O curso oferece ao aluno um conhecimento amplo de diversas áreas. Evidentemente o profissional se especializando, mas todo conteúdo adquirido propicia ao engenheiro uma visão mais abrangente e importante no exercício profissional".
Hoje temos cerca de 600% a mais de engenheiros formados desde o ano de 2000, porém nem todos podem ser considerados excelentes profissionais.
Para Marmorato, o engenheiro mais valioso é aquele que "zela pelo bom exercício profissional e com ética". Ou seja, a melhor maneira de se manter excelente na profissão é buscar conhecimento sempre que possível.

O NOVO AQUECIMENTO DO MERCADO.

Há alguns anos se falou muito sobre um "apagão de engenheiros". Por que o Brasil estava investindo forte em infraestrutura, principalmente por causa de eventos como as olimpíadas e a copa do mundo. Com o passar dos anos com as denúncias e com a operação lava-jato, paralisou-se vários projetos, isso por envolvimento das gigantes construtoras em escândalos, a imagem mudou.
Os estudantes começaram a ficar receosos em continuar a faculdade.
Marmorato explica: "Há uma dependência de investimento público para que grandes obras aconteçam aqui, o que acaba causando ansiedade nos alunos de engenharia que se formam em tempos de crise. Mas o aumento da demanda é questão de tempo. É um segmento que pode ter ciclos de mais ou menos profissionais", diz o professor.
A questão do mercado de trabalho depende mesmo da época na qual o aluno vai se o inserir no mercado.

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